Sobre
a sua infância, Dona Inha afirma que foi muito boa, sempre
com a visita de primos e parentes.
“Fazíamos casas e ranchos nas árvores. Tinha
muito mato e nossa família também plantava melancias”.
Mas segundo ela, as melhores eram as que “roubavam”
da plantação do João Barulho.
Depois
na juventude, gostava mesmo era de participar dos famosos bailes
da Escola Técnica, a ETA, nos anos 40. Desta época
traz boas recordações dos ranchos da ETA.
Casada
há 50 anos com Cristóvão Campos de Oliveira
– representante comercial aposentado – vive num
belo chalé, construído num pedaço remanescente
do que foi um dia a fazenda produtora das mais belas rosas,
cercada de lembranças de um belo projeto de agricultura,
que nos anos 60 chegou a exportar sua produção
até para a Europa.
Seus
filhos e netos são a alegria no chalé da Vovó
Inha: Ricardo, 54 anos, fruto de seu primeiro casamento e Cristina,
49, mãe de seus três netos: Fernando, 22 e os gêmeos
Cristiano e Juliana de 20 anos.
Sua
arte: a Tapeçaria
Dona
Inha lembra que herdou a habilidade de tecer na convivência
com sua mãe e suas tias, fazendo bordado, tricô,
crochê e da antiga cultura em fazer os enxovais para as
moças. Mas foi também nas revistas alemãs
de artesanato que buscou inspiração para desenvolver
sua arte.
Por
sua capacidade técnica, virou professora de tapeçaria,
sendo voluntária no Colégio Metodista de Porto
Alegre. Como artesã, Dona Inha é muito modesta
e avessa às badalações, por isso não
participa de muitas exposições e feiras, mas lembra
com carinho da exposição que participou na comemoração
dos 250 anos de Viamão. Ceciliana convicta, esta viamonense
nata não desanima e diz ter muita fé no desenvolvimento
e no progresso da Vila Cecília, que um dia foi o pedaço
mais colorido e perfumado de Viamão.
E
pra finalizar lembra com humor o que significa o seu sobrenome
alemão, Schönwald: Schön (bonito) + Wald (mato)
= Bonito Mato. Justamente o que os Schönwald encontraram
na Cecília!
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